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“No
curso de arte e comunicação, o 1º colegial fez uma leitura da cidade
de São Paulo, enfocando a percepção de artes visuais inseridas no cenário
urbano. Uma câmera fotográfica e o olhar atento para lugares antes
vistos apenas mecanicamente despertaram no aluno a observação da
cidade sob uma nova ótica. Paralelamente, estudando a história da
arte, foram estabelecidas ligações entre o passado e o presente e o
conceito de arte na modernidade, perdida ou achada entre o processo
urbano arquitetônico. Das
fotografias, foram ampliadas as dimensões do desenho para papel,
perseguindo linhas, estabelecendo a quebra de fronteiras do olhar, da máquina,
da idéia original. São
Paulo é assim... Olhar para a cidade... Ver
com olhos desnudados as impressões deixadas em cada esquina, becos,
avenidas, ruas, marginais; artes preenchendo lacunas deixadas pelo
automatismo da vida urbana, humana, futurista, moderna. Dos
muros das casas-favelas, prédios em construção, esculturas
misturam-se com o cimento seco, oco, eco de inspirações que
representam solitárias produções em que a arte mistura-se no
cotidiano. Concreto diluído
em criação... pinceladas de filas... poluição... buzinas rompendo a
tessitura estratégica do caos... A
malha bordada de uma cidade que se traja em mosaico de experiência artística
pintadas na tela paulista. Do
barulho da britadeira, do buraco no asfalto, do corredor do metrô,
letreiros, desenhos, esboços da vida anunciando comunicação. São
Paulo é assim... é tudo junto, é nada disso, é agora mesmo, é tá
bacana, ô meu! A arte
resplandece em dourado na acinzentada cidade de pedra.” Gisele
K. Kondi Hamadami Professora
de Artes e Literatura
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